quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Pra você, que não vai ler
Eu sou o provedor
Doador, dôo a dor
Minha dor, poesia,
Mais do que você merecia
Seus olhos de esfinge desviam dos meus
E eu não quero te olhar nunca mais
Animal vertebrado,
Sozinho ao seu lado,
Eu não fico nunca mais
Autodidata, passou da data,
Validade de consumo expirada
Cuidado com a diarréia
O Ing e o yang estão fazendo 69
Os ponteiros do relógio estão fudendo
Quanto mais eu rasgo, menos remove,
Percebo que sou eu que estou morrendo
E você tropeça numa poça de porra
E eu me afogo numa poça de lágrimas
A gente só tem aquilo que merece
E eu acabo de entender porque não tenho nada
Doador, dôo a dor
Minha dor, poesia,
Mais do que você merecia
Seus olhos de esfinge desviam dos meus
E eu não quero te olhar nunca mais
Animal vertebrado,
Sozinho ao seu lado,
Eu não fico nunca mais
Autodidata, passou da data,
Validade de consumo expirada
Cuidado com a diarréia
O Ing e o yang estão fazendo 69
Os ponteiros do relógio estão fudendo
Quanto mais eu rasgo, menos remove,
Percebo que sou eu que estou morrendo
E você tropeça numa poça de porra
E eu me afogo numa poça de lágrimas
A gente só tem aquilo que merece
E eu acabo de entender porque não tenho nada
sábado, 26 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
Dança
Aceita a última dança? Só sei dançar uma única coreografia, é quase como valsa. Dois passos para a frente, cem passos para trás.
E essa é a história da minha vida.
E essa é a história da minha vida.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Telefonema
- Alô.
- Oi, tudo bem?
- Não.
- É, por aqui também não...liguei pra saber de você...
- Que merda, né?
- Mais ou menos...sua voz tá horrível.
- Brigado. Que você almoçou hoje?
- Comi pão de queijo com queijo cheddar e Matte Leão, e você?
- Meio maço de Marlboro vermelho, Heineken e Bubbaloo de morango.
- Vai se fuder!
- Tudo bem, boa tarde.
- Oi, tudo bem?
- Não.
- É, por aqui também não...liguei pra saber de você...
- Que merda, né?
- Mais ou menos...sua voz tá horrível.
- Brigado. Que você almoçou hoje?
- Comi pão de queijo com queijo cheddar e Matte Leão, e você?
- Meio maço de Marlboro vermelho, Heineken e Bubbaloo de morango.
- Vai se fuder!
- Tudo bem, boa tarde.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Um ninho de amor com vista para o mar, e se o tempo tivesse um botão de pausa, eu usaria por ali mesmo. Em algum ponto da extensão da areia da praia de Copacabana eu perdi meu coração. E no toque dos teus dedos roídos com meus dedos mortos, eu, que nunca fui muito de acreditar em energia e espírito senti algo que ainda sinto e não consigo explicar. Energia que transborda, que inebria; uma dose de você e eu, pela primeira vez na vida quase perco o controle sobre meus atos e palavras.
O cheiro de mar, de erva e do seu cabelo se misturam em um perfume convidativo e seguro, onde eu me afundo até o pescoço. Seu coração na minha mão, literalmente. E o mundo inteiro desaparece, duas almas estranhas sendo uma só por um breve momento. O vento sopra, e uma sensação de vida e completude tão grande toma conta de mim a ponto de eu não conseguir sequer funcionar direito. Cada vez mais fica difícil tomar conta das palavras e dos atos, eu não quero soltar sua mão, eu não quero ir embora nunca mais. A fumaça sobre, e junto com ela, sobre pela laringe a certeza de que as coisas não são e não serão mais as mesmas.
Como se tirasse fotos sensoriais, procuro guardar dentro de mim cada pedacinho de você, o cheiro, o toque, o sorriso tímido e sincero como nenhum outro, o aparelho, o hálito, o perfume, o cafuné, o esmalte desbotando nas unhas e tudo mais que possa me fazer companhia ao menos em sonho. Será isso amor à primeira vista? E agora eu me torno uma menina desprotegida e inocente apaixonada por uma menina desprotegida e inocente...parece até cachorro que se coça até abrir ferida...
E como nos melhores sonhos, quando menos se espera e quando menos se deseja, acaba. Não queria ter dado ESSE abraço, abraço de adeus, abraço de morte. E então, lá vai você, com cara de "é isso aí", e eu ali, com lágrimas de felicidade e tristeza ao mesmo tempo, assistindo tua partida e sentindo como se parte de mim estivesse subindo para o trigésimo sexto andar para nunca mais voltar...
O cheiro de mar, de erva e do seu cabelo se misturam em um perfume convidativo e seguro, onde eu me afundo até o pescoço. Seu coração na minha mão, literalmente. E o mundo inteiro desaparece, duas almas estranhas sendo uma só por um breve momento. O vento sopra, e uma sensação de vida e completude tão grande toma conta de mim a ponto de eu não conseguir sequer funcionar direito. Cada vez mais fica difícil tomar conta das palavras e dos atos, eu não quero soltar sua mão, eu não quero ir embora nunca mais. A fumaça sobre, e junto com ela, sobre pela laringe a certeza de que as coisas não são e não serão mais as mesmas.
Como se tirasse fotos sensoriais, procuro guardar dentro de mim cada pedacinho de você, o cheiro, o toque, o sorriso tímido e sincero como nenhum outro, o aparelho, o hálito, o perfume, o cafuné, o esmalte desbotando nas unhas e tudo mais que possa me fazer companhia ao menos em sonho. Será isso amor à primeira vista? E agora eu me torno uma menina desprotegida e inocente apaixonada por uma menina desprotegida e inocente...parece até cachorro que se coça até abrir ferida...
E como nos melhores sonhos, quando menos se espera e quando menos se deseja, acaba. Não queria ter dado ESSE abraço, abraço de adeus, abraço de morte. E então, lá vai você, com cara de "é isso aí", e eu ali, com lágrimas de felicidade e tristeza ao mesmo tempo, assistindo tua partida e sentindo como se parte de mim estivesse subindo para o trigésimo sexto andar para nunca mais voltar...
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