segunda-feira, 13 de outubro de 2014
domingo, 5 de outubro de 2014
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Lembra de Mim
O Sol
São as velas que iluminam o teu quarto
E o lençol
Acobertando as dores desse parto que é partir
E eu sinto em mim
A dor de ter que ir embora e te deixar
Esse é o fim
E eu parto sem saber quando irei voltar
Enquanto o relógio nos permite
Me abraça e não me solta, meu amor
Adeus contra a vontade, sempre triste
Amor, meu bem querer, quando eu me for
Lembra de mim
Eu vou
E parto antes do Sol subir no céu
Mas dou
Antes de ir meu coração pra ti mais uma vez
E eu sinto o frio
Da madrugada e a solidão me consumir
E o vazio
Da estrada, esse abismo entre nós dois
Peito vazio, lacuna aberta
Corpo cansado, alma deserta
Pouso forçado e choro sem trégua
E um só volta a ser dois
São as velas que iluminam o teu quarto
E o lençol
Acobertando as dores desse parto que é partir
E eu sinto em mim
A dor de ter que ir embora e te deixar
Esse é o fim
E eu parto sem saber quando irei voltar
Enquanto o relógio nos permite
Me abraça e não me solta, meu amor
Adeus contra a vontade, sempre triste
Amor, meu bem querer, quando eu me for
Lembra de mim
Eu vou
E parto antes do Sol subir no céu
Mas dou
Antes de ir meu coração pra ti mais uma vez
E eu sinto o frio
Da madrugada e a solidão me consumir
E o vazio
Da estrada, esse abismo entre nós dois
Peito vazio, lacuna aberta
Corpo cansado, alma deserta
Pouso forçado e choro sem trégua
E um só volta a ser dois
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Hino da Partida
Esse moinho
Destruindo nosso ninho
Meio assim devagarinho
Foi você quem levantou
Passarinho
Sem Carinho
Se sentindo tão sozinho
Bateu asa e voou
E esse rio
Correndo como um fio
Nesse vale tão sombrio
Quase me afogou
Arredio,
Cão no cio
Sofrendo sem dar um pio
Uma hora se cansou
Juntando os meus trapos
Queimando nossos retratos
Essa história acaba aqui
Não deixei de ser metade,
Eu te amo, na verdade
Mas preciso partir
E agora
Eu vou embora
Já passou
A minha hora
E assim,
Eu vou enfim
Mas levarei
Você em mim
Por onde eu andar.
Destruindo nosso ninho
Meio assim devagarinho
Foi você quem levantou
Passarinho
Sem Carinho
Se sentindo tão sozinho
Bateu asa e voou
E esse rio
Correndo como um fio
Nesse vale tão sombrio
Quase me afogou
Arredio,
Cão no cio
Sofrendo sem dar um pio
Uma hora se cansou
Juntando os meus trapos
Queimando nossos retratos
Essa história acaba aqui
Não deixei de ser metade,
Eu te amo, na verdade
Mas preciso partir
E agora
Eu vou embora
Já passou
A minha hora
E assim,
Eu vou enfim
Mas levarei
Você em mim
Por onde eu andar.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
A morte da poesia
Café Gelado, sem açúcar, sem afeto, sem sabor, bom dia pra você. Um beijo apaixonado e um sorriso sincero. "Todo dia ela faz tudo sempre igual." Mas hoje não. Hoje você fica em casa e eu vou trabalhar sozinho. Apagando sonho por sonho, como cigarros no cinzeiro, queimei os dedos e nem senti dor. Uma dose antes de subir pro escritório e mais café sem açúcar (e sem afeto) para tirar o bafo de whisky. Alô, bom dia, posso ajudar, pois não. Os ponteiros no relógio dando um nó na parede, e são 11:13. Hoje não. As horas voando e todo mundo envelhecendo a cada segundo, a gravidade puxando tudo para baixo. Trânsito caótico, fome e um cigarro no fundo do ônibus de lanche da tarde. Passos meio indecisos indo pra casa por não ter outro lugar pra ir, e quando chego, corro para abraçá-la. Lá está ela, dormindo com um sorriso, sem roncar. Hoje não. Não parece respirar , e eu me aproximo para conferir. Um bilhete sobre seu seio, em branco, como os dias, como a alma. Entendi o recado. Está morta. A poesia está morta. Morreu dormindo, de causas naturais, sem sentir dor. Me deixou por tê-la deixado. Qualquer dia sinto saudades. Hoje não. Só consigo me preocupar em como faço pra enterrar corpo tão grande e pesado no quintal. Adeus, grande amiga. A gente se esbarra no além-vida.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Grilhão
As paredes me olham enquanto eu fumo e acendo um cigarro com outro. A janela quebrada é a única que fica por perto. O teto não desaba sobre a minha cabeça enquanto eu desejo ser uma aranha de ponta cabeça grudada lá em cima, tentando fugir do chão. O quarto abafado parece ficar cada vez menor, e as paredes que me olham cada vez mais de perto querem me esmagar. As cinzas da quarta feira de cinzas são brancas, não tem Sol no céu. Não tem eu aqui. Não quero ficar aqui e nem tenho pra onde ir. Tosse pesada, tosse de cachorro, segundo minha mãe. Cachorro quente, cachorro abandonado, cachorro que não morde, tanta fome que nem consigo almoçar. Tudo meio assim sei lá, eu só tou aqui da metade pra cima, sem perna pra correr por aí. De repente eu não tou mais aguentando nem o peso de uma pena. Tem um grilhão preso na minha alma.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Cinza
Já esta de manhando
E eu ainda não dormi
Não quero ir pra casa
Nem ficar aqui
É de encher os olhos
De esvaziar também
Pão de cada dia
Glória a deus, amém
Chega sem aviso
Entra sem bater
Fica sem convite
Parte sem dizer
Como um cão de rua
Num lugar comum
A barriga nua
Sem apreço algum
Uivando pra lua
Por um desjejum
De mim
Vem com tanto peso
Mal consegue andar
Senta-se à mesa
Sempre tem lugar
Te faço um café
Pra te agradar
Assim
Elefante branco
Me olhando dali
Sentado no canto
Boca de siri
Presente de grego
Se abraça a mim
Rosa espinhosa
Olhos de marfim
Vem no meu pescoço
Faz uma sangria
Beija minha boca
Artista tão fria
Prepara uma tela
Pinta o meu dia
De cinza
E eu ainda não dormi
Não quero ir pra casa
Nem ficar aqui
É de encher os olhos
De esvaziar também
Pão de cada dia
Glória a deus, amém
Chega sem aviso
Entra sem bater
Fica sem convite
Parte sem dizer
Como um cão de rua
Num lugar comum
A barriga nua
Sem apreço algum
Uivando pra lua
Por um desjejum
De mim
Vem com tanto peso
Mal consegue andar
Senta-se à mesa
Sempre tem lugar
Te faço um café
Pra te agradar
Assim
Elefante branco
Me olhando dali
Sentado no canto
Boca de siri
Presente de grego
Se abraça a mim
Rosa espinhosa
Olhos de marfim
Vem no meu pescoço
Faz uma sangria
Beija minha boca
Artista tão fria
Prepara uma tela
Pinta o meu dia
De cinza
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Vomitando Você
Isso é tortura,
Vai me entortar
Essa ternura,
Até me matar
De amor
Por você
Nos teus cabelos
Me envolvi,
Pelos teus pelos
Percorri
Até me matar
De amor
Por você
E agora, de asas fechadas
Os anjos não voam mais
E agora, de casas fechadas
São apenas dois mortais
E agora, de caras cansadas
Procuram por alguma paz
Que parece tão longe
Quanto nós dois
E agora, o tempo se arrasta
As horas são como dias
E agora, o vento se esconde
As noites quentes são frias
E agora, é tudo tão triste
Sem você, minha companhia
Nos teus ensejos
Me escondi
Nos teus beijos
Me perdi
Até me matar
De amor
Por você
Isso é tortura,
Vai me entortar
Essa ternura,
Até me matar
De amor
Por você
Vai me entortar
Essa ternura,
Até me matar
De amor
Por você
Nos teus cabelos
Me envolvi,
Pelos teus pelos
Percorri
Até me matar
De amor
Por você
E agora, de asas fechadas
Os anjos não voam mais
E agora, de casas fechadas
São apenas dois mortais
E agora, de caras cansadas
Procuram por alguma paz
Que parece tão longe
Quanto nós dois
E agora, o tempo se arrasta
As horas são como dias
E agora, o vento se esconde
As noites quentes são frias
E agora, é tudo tão triste
Sem você, minha companhia
Nos teus ensejos
Me escondi
Nos teus beijos
Me perdi
Até me matar
De amor
Por você
Isso é tortura,
Vai me entortar
Essa ternura,
Até me matar
De amor
Por você
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Teu Quarto
Nossas roupas misturadas no chão
Nós dois misturados na cama
Delícia é essa urgência
Loucura de quem ama
Não tem como desgrudar
Eu em você e você em mim
Relógio a mil por hora
Antecipando o fim
Desde o começo
Se perde a noção de tudo
Onde você começa e eu termino
"Não discuto com o destino
O que vier eu assino"
Se for com você ao lado
O sinal que você tem na bunda
Sua bunda na minha mão
Meu prazer na sua boca
Você no meu coração
Tanto de nós dois nesse lençol
As cigarras cantam pra gente se amar
A noite dormindo pra trazer o sol
Seus beijos pra me acordar
Meu amor está preso
Entre as paredes do teu quarto
Me embebedei de você
Sem saber quando passa essa ressaca...
Nós dois misturados na cama
Delícia é essa urgência
Loucura de quem ama
Não tem como desgrudar
Eu em você e você em mim
Relógio a mil por hora
Antecipando o fim
Desde o começo
Se perde a noção de tudo
Onde você começa e eu termino
"Não discuto com o destino
O que vier eu assino"
Se for com você ao lado
O sinal que você tem na bunda
Sua bunda na minha mão
Meu prazer na sua boca
Você no meu coração
Tanto de nós dois nesse lençol
As cigarras cantam pra gente se amar
A noite dormindo pra trazer o sol
Seus beijos pra me acordar
Meu amor está preso
Entre as paredes do teu quarto
Me embebedei de você
Sem saber quando passa essa ressaca...
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
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