domingo, 29 de maio de 2016

Galopante

Grãozinhos de areia escorrendo na ampulheta, o relógio andando em círculos na parede. Gracioso e cruel, imponente e inexorável. Galopando com cascos gastos transitando entre a vida e a morte, o amor e o ódio, supremo, insensível. Dá e toma, oferece e nega, ensina e faz esquecer. Esculpindo história sem pressa, lúcido e solitário, desde que o mundo é mundo, talvez até antes disso, infinito até que se canse de ser. A vida é só um momento. A eternidade é um piscar de olhos. 

O tempo tem todo o tempo do mundo. 

O tempo 
É deus.