sábado, 23 de maio de 2009

Oitavo andar

Abro minhas asas
Eu sei,eu vou voar
Se eu não quebrar o chão
O chão vai me quebrar
Não passo de um anjo
Tão leve quanto o ar

quarta-feira, 20 de maio de 2009

bru-to 1.grosseiro 2.tosco,rude 3.violento,brutal 4. indivíduo bruto

Não faz diferença,você sente demais por você mesmo.E eu também.É bem mais fácil cuidar de si próprio,não entendo porque precisam de outros,porque precisam conversar,porque precisam de atenção.Eu não tenho nada disso pra oferecer.Necessidades são relativas,não importa o que te preenche,o que você precisa,o que você deseja.Só sei do que não quero,do que não preciso.

Começa a fazer parte da rotina decepcionar as pessoas,uma por mês,eu não me aproximo de ninguém,eu não peço por nada disso,e acima de tudo,não me importo.Definitivamente não é legal destruir as coisas,mas sucetibilidade quando não convém é fraqueza,não é frio porque eu gosto,é frio porque é assim.Não tenho orgulho,mas mesmo assim não peço desculpas,eu sou criança o suficiente pra gostar de ser o monstrinho e mau.Se o papel de vilão me cai bem,que assim seja,não queira reclamar depois;eu sempre aviso o quão escroto consigo ser...
O tempo,acima de tudo,é efêmero;e morre e renasce a cada dia,a cada minuto.E mesmo depois de tanto tempo eu ainda penso em você todos os dias,penso em você com ódio,penso em você com desprezo,mas não me esqueço do seu cheiro,não me esqueço da sua voz.Odiar é uma das poucas coisas em que eu não falho.E faço isso muito bem aqui dentro.Queimando e queimando,eu não sei esquecer;não sei se devo amaldiçoar ou agradecer por tudo que causaste,afinal sou bastante disso graças a ti,e gosto assim.Detesto esse tipo de textos sobre amorzinho,mas não se trata de amor,e sim de ódio e desprezo,preciso pôr isso pra longe de alguma forma,consome tempo demais odiar as pessoas,eu poderia crescer e viver,mas prefiro aqui dentro,onde não chove,onde não tem inverno,onde não faz verão.Ódio é tão inútil quanto amor,emoções são atraso,como pesos de chumbo presos aos pés.Gostaria apenas de uns últimos minutos do meu coração.E do seu também.Sobram apenas lembranças e coisas das quais não se tem coragem de jogar fora,lembranças de quando aqui ainda não era...assim.Refém do tempo,um dia eu deixo de ser tão infantil e rancoroso,quando eu parar de odiar eu começo a dar bom dia pra pessoas do elevador,quando eu sorrir sem motivo,talvez seja só passado batendo à porta de lugar algum.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Chega a ser engraçado a forma como a vida consegue impor tantos limites e pôr tantas pedras no caminho das pessoas,o quanto tantos sonhos e tantos desejos conseguem ser assassinados.Não necessáriamente estou rodeado de perdedores,mas meu amigos são poetas que não tem poemas,escritores que não tem livros,músicos sem músicas e suicidas que não conseguem se matar.

E é enorme o número de pessoas não realizadas que se encontra por aí,e muitas vezes,não é por falta de vontade,ou de dedicação,mas a vida não é colorida e boa com todos,falta oportunidades,espaço,como se sempre estivéssemos na hora errada e no lugar errado.Tenho uma leve sensação de estar me tornando mais um desses irrealizados,derrotado por força maior.Ou não.Eu gosto de reclamar,mas não faço só isso da vida.

A vida é linda,há o céu,há o pensamento e há os pombos,vale a pena viver enquanto se está vivo,apesar de tudo.Ou apesar de nada.Todos os fracassos no mínimo me tornam um rei sem reino.E aqui é bom o suficiente.Minha coroa de vermes.E seu coração.

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"Inside four walls,my friend,
They took away your freedom
But they will never take your mind"

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ouço o som do silêncio e percebo o quanto é significativo não dizer nada.Talvez a melhor alternativa seja procurar sempre um lado bom ou menos pior em tudo de ruim que acontece.Não é assim que se faz?Aceitemos os fatos então;

Eu não gosto de ninguém;em alguns dias,faz-me rir o quanto não me sinto nada à vontade ao lado de outrém,o quanto só me dá vontade de ir embora quando você chega,e quanto é difícil por vezes mentir um eu te amo,não,eu não repito essa frase nunca mais.Transformo todas as desculpas que devo em pedras e se ainda quiserem desculpas,taco todas de volta.

Motivos,sinto tanta necessidade de significados e razões,e tudo que encontro é vazio,tanto quanto eu,mas ao que parece,sou o único a reclamar de vazio.E não canso de você,não canso de mim,não canso de reclamar também.Não busco felicidade,apenas busco algum sentido pra todo esse jogo,procuro formas de trapacear,respondo com por quês.

Você também vai se decepcionar.E não é culpa minha.No mínimo alguns bloqueios no MSN te deixem mais completo por hora,alguns doces ou algumas falsas promessas de "tudo-vai-ficar-bem-logo",mas você tem certeza de que não vai.Precisamos de motivos e de promessas de que não vai ser tão cruel pra seguirmos em frente.Não ligo de te machucar,não pedi você por aqui.

E como os pacientes em estado terminal,continuo procurando pelo lado bom das coisas.Qual é o lado bom de não ter rumo,de não ter à onde ir?Não sei.Pelo menos eu não me canso no meio do caminho.Eu não vou embora daqui.Há desenhos meus nas paredes,há fumaça fumada presa no teto,assim como pedras no caminho,não vou à lugar algum.

Falo tanto de mim porque não canso de falar de mim.Falo sozinho,escrevo sozinho.Tenho listas de reclamações,tenho cartas que nunca terei coragem de remeter,tive listas de pessoas pra matar e listas de coisas pra fazer antes de morrer.Só não tenho um coração.E até consigo dar um sorriso bem largo de dentes amarelos antes de me despedir e procurar por novos lugares-nenhum.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Por vezes olhei sua foto,por alguns minutos,admirava sua beleza e te imaginava cruel,o menor sinal de vida era refil pra imaginar felicidade por um dia ou uma noite inteira.Me calava a vontade de falar.Sempre tive um certo medo de ti.Hoje,tão sóbrio quanto um muro branco,um bloqueio.UMa das melhores qualidades das coisas que se iniciam,é que elas têm fim.

E tantas recusas de ser feliz,tanta negligência ao amor não podem ser mais que o mais puro amor.Amor por pele limpa,sem cortes,amor por pulsos sem algemas,amor próprio.Eu não posso viver sem mim,feliz ou infelizmente.E é tudo que basta.Um frasco de Merthiolate pra você que prefere a débil condição de metade,de precisar de alguém.

Sentir a sensação de estar abandonado como quando seu psiquiatra entra de férias não é novidade,e não é algo que eu deseje voltar a sentir,lindos demais os seus olhos,mas eu já tenho dois.Ao menos eu ganho oito caixas de remédio,ao menos coprimidos são coloridos.Acho que não tenho o medo que todos têm de ser e estar sós,não preciso de metades,já sou inteiro;solidão é auto-suficiência,dentro de casa não faz sol,não há para onde fugir.

Estranho como as formas mais bonitas de amor conseguem ser as mais cruéis,como todo amor espera algo em troca.Nenhum amor é grátis,nenhum prazer é isento de dor.É difícil responder à perguntas fáceis,tão fácil como machucar alguém que sente,não procure sentido em lugares à que não pertences.O mundo é grande demais pra estar só com um alguém,em um lugar só.Desperdício de tempo e espaço.

Se tens laços,enforque-se,se tens amor,coitado.Sempre estarei aqui para concordar e fazer que sim quando quiseres conversar,não me peça pra ficar,eu não irei embora de qualquer forma.Não se faz verão com duas andorinhas...que venha o inverno então.Frio e cinza.Troco um coração por pedras.