quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Adeus ano velho...

O vigente ano foi um ano igualmente escroto e magnífico, talvez, o mais agitado que eu já tenha vivido.O mundo fora do quarto rabiscado é bem mais interessante, cruel e paradoxalmente belo.As pessoas são como bonecos e as relações interpessoais são como joguinhos nem sempre divertidos.Sexo, drogas, róquenrou, tédio, arranhões nas minhas costas, mordidas no meu pescoço, apunhaladas no meu peito, menos teoria do que eu gostaria de ter absorvido mas muita prática.Prática em como ser um perfeito escroto, prática em aprender a não repetir os mesmos erros e uma ingenuidade tão irritante quanto crianças que não calam a boca.A gente se fode pra aprender...e como eu aprendi em 2010...

Cerca de oito tentativas infrutiferas de parar de fumar, uns 900 cigarros e nenhum comprimido.Obrigado aos que me ligaram às 4 da manhã (mesmo que eu não tenha atendido), obrigado pelas mensagens encorajadoras e fofas, aos que me pagaram drinks e inteiraram a passagem de ônibus quando eu mal me aguentava em pé, obrigado aos me carregaram para casa e aos que me seguraram enquanto eu vomitava, obrigado aos que estiveram comigo nas melhores e nas piores horas, obrigado pelo apoio e pela atenção, não vou citar nome algum, até porque 99% de vocês nunca lerá isso, mas existir é bem mais legal e confortavel sabendo que tenho a cada um de vocês por perto.E vice-versa.

Uma lista de coisas para fazer e uma lista de coisas para NÃO fazer dão lugar a lista de pessoas para matar e a lista de reclamações.Um novo emprego, faculdade, coragem e vontade de vencer.Eu sempre aprendi a morrer e não me levantar, agora é hora de desafiar meu próprio desequilíbrio e a faceta vil das pessoas e da vida com a mente aberta e os punhos cerrados.Ou você está ao meu lado ou está no meu caminho.

Um ano novo sem cigarros e sem drogas.Sem decepções amorosas, já abdiquei do meu coração.Um pouco menos de ressacas.Um pouco mais de foco e motivação.Menos dor e menos fatalismo.Mais força de vontade e mais atitude.A vida é uma orgia de sensações, que sintamos intensamente cada uma delas em todos os seus aspectos e formas.O máximo que se conseguir chegar perto de felicidade.É o que eu desejo para mim e para cada um de vocês.Façam com que cada ano seja o melhor ano de suas vidas.Que sejam felizes os infelizes.É a última chance antes de o mundo acabar.

E esse blógue idiota e sem leitores parte para seu terceiro ano de existência...não esperem nada de novo ou útil, vão ler um livro.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Depois de um certo tempo sozinho e sem fazer questão de algo ou alguém, o telefone volta a tocar e eu até recebo mensagens de texto e me pagam bebidas e me dão algo como carinho e me tratam tão bem que por alguns instantes eu até me sinto querido de verdade.E depois de alguns dias simplesmente vão embora, como os parentes que vem pra sua casa só pra passar o natal e vão embora no dia seguinte.De alguma forma, fica tudo ainda mais vazio do que antes, e pensando horas a fio, chego a conclusão que eu sempre fui o último recurso, a última opção das pessoas.As pessoas (especialmente as moças) só me procuram quando não tem mais ninguém que as dê atenção, carinho ou qualquer coisa que o valha.Só se aproximam pra aumentar (ou simplesmente não baixar ) a auto estima, chegam e se instalam, e por mais sinceras que pareçam, mentem com um sorriso no rosto e olhos brilhando.E então enjoam ou arrumam algo melhor, daí me descartam e volta tudo a ser tão cinza quanto o background desse blog idiota.E o pior de tudo é que eu já sei disso mas sempre permito que esse tipo de coisa aconteça.Longe de mim querer me fazer de vítima (pelo menos dessa vez), porque eu também me divirto enquanto dura já sabendo que não vai durar por muito tempo.Só gostaria que as pessoas fossem um pouco mais íntegras e sinceras em suas atitudes e palavras, ou então assumissem de vez a escrotisse que mora dentro de seus pulmões e carregam em seus maus costumes e mau hálito.Seria bem mais fácil de lidar com filhos da puta dessa forma, mas aí, já não seriam fihos da puta, e tal nomenclatura não teria uso e o mundo seria um lugar bem mais sem graça com um palavrão a menos.Vão pra puta que os pariu.

==============================================

"Eu odeio o que me tornei
Pra escapar do que odiava ser."

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Top 3 Albuns de 2010



3 - Deftones - Diamond Eyes

Depois de quatro anos sem nada de novo e sem o baixista Chi-Cheng, em coma desde 2008, Deftones volta tão etéreo e pesado quanto sempre foi.A voz de Chino Moreno se confunde a um dos instrumentos da banda, e vai de sussurros e gemidos a urros e berros em segundos, comovendo e trazendo ódio.Música em sua essência, que te faz sentir, que tira sorrissos, lágrimas e encoraja.Além de ser uma das bandas que mais gosto, um dos melhores albuns que ouvi esse ano.Destaque para Diamond Eyes, Prince e Rocket Skates.



2 - Fear Factory - Mechanize

Brigas de egos, disputas judiciais e ofensas públicas deixados de lado, depois de sete anos o monstro Dino Cazares retorna ao Fear Factory e traz consigo outro monstro, Gene Hoglan.E como se todo o ódio alimentado esses anos fosse transmitido para seus captadores Blackout, o bom e velho Fear Factory volta mais técnico, furioso e melódico do que nunca.Ansioso para que voltem ao Brasil.Destaque para todo o ódio de fear Campaign e para a bela Final Exit.



1 - Maldita - Nero

Um fã pode ser meio suspeito para falar de sua banda predileta, mas ter ouvido o mesmo album cerca de 3 vezes por dia todos os dias desde que foi lançado talvez sirva como álibi ou prova de que música boa entra pelos ouvidos e se enraiza no cérebro e na alma.Nero vem para provar que peso não está apenas em afinar as guitarras o mais baixo possível e usar bumbos duplos de bateria, o peso está no que se transmite, nas atmosferas, nos sentimentos.Um album demasiadamente humano.A maldita tem músicas para ouvir quando se está feliz, quando se está triste, na hora de fuder e na hora de chorar, penso que isso é a principal característica de uma banda que de alguma forma está com você o tempo inteiro.Vou chorar sangue.Sem mais.Destaque para Cabeza de Vaca, S.N.C. e Translúcido, uma das faixas mais bonitas lançadas esse ano.

Segue o link para minha humilde resenha do Album.

http://madamamorte.blogspot.com/2010/05/dissecando-nero.html

domingo, 19 de dezembro de 2010

Forever Alone

- Só a operadora me manda sms.Pra dizer que meus créditos vão expirar e eu tenho que colocar mais.
- Só minha mãe me liga.Pra brigar comigo.
- Abro a caixa de e-mail e só encontro spam de catálogos de lojas ou de promoções ou correntes de jesus.
- Ninguém gosta de mim no facebook.Nem na vida real.
- Quando entro no msn as pessoas que ainda não me bloquearam ficam offline.
- E as que nem se importam em ficar offline ou ausentes me ignoram se falo algo.
- Chamo as pessoas para fazer algo e sempre me dão desculpas esfarrapadas pra não me ver.
- E quando me veem, ou acabam tristes e chorando ou querendo ir embora o mais rápido possível.


No fim das contas, só as pessoas que não me conhecem me dão algum tipo de atenção, e assim que começam a me conhecer por algum motivo se afastam tão logo quanto podem.E mesmo quando você coloca o orgulho e o egoísmo de lado ainda continua afastando pessoas sem querer.Seria ótimo saber o que eu faço de errado.Tem algo errado comigo mas eu gosto assim.

sábado, 18 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Cada pessoa tem um dom, uma habilidade, um talento.O meu é decepcionar pessoas, e sobretudo a mim mesmo.
Parabéns pra mim.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Eu recebo mais atenção do que mereço.Eu tenho mais do que muita gente tem.Há mais amor em volta de mim do que nunca.E é difícil se acostumar.Quem nunca teve nada, não sabe onde guardar tanta atenção e carinho quando recebe.Percebo que meu coração é do tamanho de um trem.De brinquedo.Tem gente que é escrota por natureza.Eis-me aqui.

Todas as demonstrações de carinho e amizade, todo o tempo gasto comigo, é como se nada disso tivesse algum valor, meu coração preto é tudo que eu tenho e eu não quero nem irei entregá-lo fácil assim.Eu prefiro te machucar a me machucar, e vai ser sempre assim.Não vai nem deixar lembranças, e não, não poderia (nem deveria) ter sido mais intenso e verdadeiro.Obviamente as pessoas se afastam de tudo que faz mal, e também do que não faz bem.Mas ir embora dessa forma é tão leviano e covarde que até faz eu me sentir superior de alguma forma.

Dias inteiros dentro de casa tomando remédios como se fossem balas de hortelã, assistindo pornografia e pensando em porra nenhuma.Nunca foi tão divertido e prazeroso ser coisa alguma, fazer parte de nada.E de repente, percebo que tudo que aprendi e experienciei talvez não valha de nada no final das contas.Algo como aquela sensação de quando você passa tanto tempo com a luz apagada que quando acende não consegue abrir os olhos.

As pessoas costumam fazer balanceamentos de suas vidas ao longo do ano quando o ano chega no final.Pouca coisa mudou, mas foi uma mudança como tirar um pilar de uma casa ou uma perna de uma mesa.E antes que toda a merda atinja o ventilador, eu tento aproveitar da forma que sempre levei a vida.Fazendo nada.Desperdício de potencial, gasto de energia...prefiro evitar a fadiga.Pode ser mais do que você merece, mas não é o que você precisa.

Disseram que eu tenho o maior defeito que um fracassado pode ter; preguiça.Tanto faz.É tão fácil julgar alguém quanto é fácil falar e não fazer ou planejar e não executar.Entre conversas que não chegam à lugar algum e orgasmos múltiplos, pelo menos em algo a gente se entende.Recolhamo-nos a nossa insignificância para uma última vez, que sabidamente por ambos não será a última vez.Decadência e vazio andando de mãos dadas.Belo casal.

Talvez o mais chato de tudo isso seja eu não conseguir dar valor para as pessoas e seus sentimentos, como se nunca fosse suficiente, como se eu não merecesse (e de fato não mereço), como se antes do começo eu já arquitetasse o fim.Assumidamente um escroto, que deixa as pessoas se guiarem por ideais e fica calado assistindo.Eu não tenho relacionamentos, eu tenho relações.Eu não gosto de ninguém.E pode não fazer muito sentido, mas isso machuca mais que rejeição.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eu não gosto de ninguém
Tudo sempre foi assim
Eu não gosto de você
Eu não gosto nem de mim

O coração bate em um espasmo muscular
Tão ruim e destrutivo quanto bomba nuclear
Carrega uma tonelada na caixa toráxica
Tropeçando com a leveza de uma bailarina
Com o tempo você aprende que não aprendeu nada
A vida não passa de uma puta desesperada

Abelha operária, sangramento nasal
Ameaça de bomba, fase oral

Não vai doer mais em mim do que em você
Vai deixar um rombo, você não vai esquecer
Sempre começa e termina do mesmo jeito
Repetir o mesmo erro não é só um defeito
Me apaixono por você porque és causa perdida
Amo o impossível pois não tenho amor a vida

Carne podre, um banquete
Pau duro, um boquete
Silêncio, uma canção

Seu coração, na minha mão

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Deathblow


E quando você chega os monstros e fantasmas vão embora, e assim que sabem que se foi, voltam querendo mais. Uma pequena pausa, como se tivessem ido comprar cigarros e botar gasolina.Atordoado e confuso, no final vai me custar um braço ou um par de pernas quando eles enviarem a conta. Coisa de iniciante. Eu que pensava que era o coração de gelo. Vidinha sacana cheia de surpresas. E se eu não estivesse tão cansado teria algum estímulo para rir de mim mesmo. Mordida de Loba marcando meu pescoço, hemorragia, orgasmo. Esse é o tipo de cicatriz que se olha sorrindo. Meu sangue em baixo das suas unhas, minha marca em você. Sobra algo como arrependimento, mas é tão doce que eu cometeria o mesmo erro todos os dias pelo resto da minha vida. Quanta ingênuidade. Coisa de bêbado. Ignore.

domingo, 28 de novembro de 2010

“Servir só para si é não servir para nada.”

E servir para os outros talvez não sirva para si.Tudo sempre pode ficar pior.Que venha o mundo e as pessoas, eu estou aqui.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Etilia

Vodka, conhaque, cerveja e aqui é onde eu termino, sem dinheiro, sem cigarros, e vendendo minha alma em troca de uma saideira.O resto do que restava do meu dinheiro foi embora com coisa alguma.Não teve um só dia que eu não tenha bebido.Eu nem ao menos fico mais bêbado.

As pessoas geralmente dizem que bebem e/ou usam drogas para esquecer os problemas, esquecer a dor e outras desculpas esfarrapadas, eu faço isso porque gosto.Não tenho motivos, apenas gosto de sentir os olhos ficarem vermelhos, o nariz arder, o coração acelerar, me diverte, me distrai.Eu não ligo para os pulmões pretos e podres ou o pâncreas ou o fígado ou seja lá o que for, a única coisa que me decepciona é o fato de que eu poderia estar fazendo algo melhor comigo e para mim mesmo.

Eu não consigo mais ler, escrever, me concentrar, estudar ou amar alguém, e fico por aqui, jogando a vida no lixo, destruindo meu corpo e o que poderia ser meu futuro, como se um dia eu tivesse tido tudo e jogasse fora por opção.Oportunidades se cria, não há desculpa ou motivo algum que perdoe toda essa perda de tempo, a não ser essa auto-indulgência junkie sem orgulho ou auto estima que só eu tenho.

Quando tudo estiver prestes a desmoronar eu tomo algum rumo, mas talvez o próximo minuto já seja tarde demais.Um lapso de consciência.Pela primeira vez em muito tempo eu tenho medo, eu faço planos, eu almejo algo, que nem ao menos sei o que é.Deve ser a falta de dinheiro, e consequentemente a sobriedade.

Já é hora de começar a botar ordem nessa merda toda, eu não sou mais um garoto.Mas antes de qualquer resolução eu sempre me imponho a última dose ou o último trago ou a última vez que nunca são a última vez.Nunca me senti jovem ou livre em qualquer aspecto, mas agora, me sinto mais preso do que nunca.Isso precisa terminar.De uma vez por todas.

domingo, 21 de novembro de 2010

E agora é minha vez.Chora aí, porra.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"A gente vai estar de ligando dentro de alguns dias."

Frase mais escrota, como os homens cafajestes, tão mentirosa quanto compete ao ser humano.Depois de ser reprovado em seis entrevistas de emprego em menos de um mês, você inevitavelmente começa a se sentir um excluído e perdedor e até discriminado.Seu perfil não se encaixa em no mínimo seis empresas diferentes.Parabéns, você é um inútil.

"Seu curriculo ficará em nossos arquivos e em breve estará sendo analisado para próximas oportunidades."

Enfia o gerundio no cu.Meu cabelo, minha barba, meu jeito de falar, minhas roupas, minha cara - EU.Não é apenas um defeito ou outro, o pacote inteiro compromete e estraga tudo sem o menor esforço.Além te toda a grana dispendida em roupas escrotas para parecer alguém bonito e com passagens de ônibus, eu perco tempo e me decepciono, e tudo que sobra é uma sensação de inutilidade, de derrota.

Eu não sou bom o bastante para no mínimo seis empresas diferentes.Eu não sou bom o bastante para todas as pessoas.Quanta derrota centrada em um lugar só.E eu não consigo ler, e eu não consigo escrever, e eu não consigo me relacionar com as pessoas, e eu não consigo estudar, e agora não consigo arranjar emprego também.

Há o dia da caça e o dia do caçador.E quando você não é bom o bastante sequer para ser comida da presa, você não tem dia algum.As derrotas vem em sucessão e grande número, como as bolinhas descendo a tela no Guitar Hero no modo expert.De um à dez, eu diria menos 1.Amanhã possivelmente eu serei reprovado pela sétima vez em menos de um mês, outra entrevista, outra decepção, mais perda de tempo e dinheiro, que se torna cada vez mais escasso por aqui.Estou ficando cansado dessa merda.

========================================================

E se eu fosse dizer tudo que sinto, então eu ficaria em silêncio.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Vendo minha alma.Interessados tratar por e-mail.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"E quando eu te ofereço alguma coisa, eu espero que você não aceite."

Vai dar merda.Certeza absoluta.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pensamento Aleatório

Mil novescentos e alguma coisa, eu devia ter uns quatro ou cinco anos e minha mãe me levava para a creche de manhã cedo.Na metade do caminho, toda aquela gente reunida, ambulâncias e rostos chocados.Desgraça atrai platéia, e não foi diferente; desviando do caminho, minha mãe foi ver o que houve me levando junto.E no auge de minha inocência, eu vejo um corpo com sua cabeça a um metro de distância do que sobrou do pescoço, uma quantidade de sangue como eu nunca tinha visto antes e muita tensão no ar.O homem(por motivos ignorados) pulou do oitavo andar.Me lembro de ver os ossos amarelados do ante braço, fraturas expostas, e todo aquele sangue...mas o que mais me encantou, por assim dizer foi a cabeça fora do corpo.E enquanto todos olhavam assustados e viravam o rosto, eu largava da mão da minha mãe e corria para dentro da faixa de segurança para poder ver de perto.Minha mãe entrou em pânico e um bombeiro me dirigiu até minha mãe, que me bateu(pra variar).

O fato, é que a miséria, a desgraça e a degeneração atrai as pessoas, o ser humano é cruel por natureza; por mais chocado que fique ao ver um corpo sem cabeça no meio da calçada, se tiver oportunidade, irá parar o que estiver fazendo apenas para sanar seus impulsos escatológicos.Não é simplesmente curiosidade, é algo como sede de sangue, vontade de ver algo que fuja da rotina e ao mesmo tempo sirva de consolo, mostrando que não se está tão ruim quanto o objeto observado.Um morto, dois mortos, um milhão de mortos e fudidos, quanto mais, melhor.As pessoas se interessam mais facilmente pela história do holocausto do que pela história da Madre Tereza por exemplo.

O ser humano é tão egoísta que nem ao menos sente pena de verdade ou algo do tipo, no máximo, tenta projetar mentalmente quão doloroso seria se fosse consigo mesmo e não a vítima observada.E é daí que surge a solidariedade, o sentimento de pena e derivados; de forma tosca e ególatra tenta-se trazer pra si todo o dano e/ou degeneração que se vê e isso é o máximo de compaixão que qualquer pessoa realmente consegue sentir por um próximo.O mundo gira em torno de cada um.Pequenas moscas.Sem asas.Depois de perceber que o muito se resume à pouco e que o tudo é quase nada, uma singela constatação.Sangue faz a máquina girar.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Em alguns dias (na verdade em quase todos) a força da gravidade parece se aplicar de forma um pouco diferente sobre você, com mais intensidade, te deixando mais pesado, te puxando pra baixo, e tudo que se precisa é um sorriso para tudo começar a desmoronar.E você sempre se esforça e tenta, e consegue, e ajuda, e pensa, e desenvolve, e acrescenta e dá o seu melhor, mas acaba percebendo que seu melhor não é o bastante, que não é o suficiente.Mais uma vez, aquele sentimento enorme e incessante de que falta algo.Provavelmente algo maior que dois elefantes ainda seria pequeno perto desse enorme vazio que aqui se instalou.

O ser humano é escroto, desde sempre andou em grupos, em bandos.Seja para caçar, para espantar predadores maiores, ou simplesmente para cruzar um lugar e dar uma cantada em alguma menina idiota, a verdade é que todos (salvo raras excessões) precisam de um grupo ou companhia para não se sentirem pequenos ou inferiores e poderem executar determinada tarefa.

Eu nunca fui bom com pessoas, nunca tive muitos amigos casuais,que dirá amigos próximos.E dessa vez o grupo de certa forma é tão seleto que há competição para fazer parte do mesmo.Eu não gosto de grupos.Mas sou uma puta, eu quero dinheiro.E me meto à besta de fazer coisas que eu sei que só resultarão em decepções.É impossível como jogar uma moeda pro alto e desejar que nenhuma de suas faces toque o chão.

E eu começo a me sentir cada vez mais só, e tenho cada vez mais necessidade de pessoas por perto.E continuo me mostrando nada apto à qualquer tipo de convívio, relação ou contato com outras pessoas.Incrível como eu consigo ser inferior em todos os aspectos que as pessoas normais prezam, uma verdadeira negação.

Agora sim eu entendo o que é orgulho ferido.Se é que eu tenho algum.Acho que essa é a primeira vez onde algo de fora, que não seja eu mesmo me machuca.E garanto com toda certeza que dói muito mais.Revolta, machuca.Eu sempre fiz listas de pessoas pra matar, de bandas favoritas, de coisas pra fazer...dessa vez eu poderia fazer uma lista de coisas horríveis sobre mim mesmo.E não duvido nada que seria a maior lista que eu já fiz.Vou aproveitar que o natal tá chegando e vou pedir novos horários, novos hábitos, novas roupas, novos lugares, novas pessoas, novos modos de se comportar e agir, novas oportunidades, um novo corpo, um novo rosto...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Coisas que aprendi ao longo do ano

- Sorrir não custa nada.Nada mesmo.
- Você não vai perder a luta se abrir a guarda SÓ UM POUQUINHO.
- Se você deixar estar, com certeza acontece algo pra tirar tudo do lugar.
- É uma grande mentira a história do "querer é poder".
- Irão surgir amigos de verdade de lugares e situações improváveis.
- Alguém que você sequer imagina gosta de você.E vice versa.
- Em certos casos, remédios não curam.
- E em determinados casos, pioram o caso.
- Quanto mais você quer algo ou alguém, mais distante fica.
- Quando consegue esse objeto ou pessoa, enjoa e abandona.
- Expectativas estão aí para ser superadas.
- Ou para decepcionarem em dobro.
- Dinheiro compra quase tudo.
- Mas é bem mais legal quando é de graça.
- Amores platônicos tomam tempo demais.Melhor jogar video-game.
- Ninguém ama ninguém.
- Quanto mais bonzinho, mais você se fode.
- E se tentar ser esperto, se fode mais ainda.
- Às vezes, por mais que se faça algo, nada acontece.
- As pessoas se decepcionam com a verdade.
- E se decepcionam mais ainda com mentiras.
- Pessoas são deveras complicadas.
- E ao mesmo tempo são simples demais.


Desse jeito eu viro mestre em um ano.

sábado, 2 de outubro de 2010

Viagra de pobre é dedo no cu, diz a pichação na parede do banheiro.Uma carreira de cada lado, uma cuspida e uma boa mijada, ainda são duas e pouco da manhã.Para muitos, a noite é uma criança, mas ele sabe que a noite é nada além de uma velha safada e prepotente.Balança o pau, e sentindo o coração bater dentro de si sai com confiança.Não dura nem cinco minutos.

Como pode tanta gente se divertir tanto com uma música tão ruim assim?Meia garrafa em um gole, e até arrisca dar uns passos sem sucesso.É deveras complicado balançar o corpo e fazer movimentos estranhos sem parecer um idiota.Outro cigarro.As coisas não são mais como costumavam ser, aprendeu a se divertir às próprias custas, a rir de si mesmo, e não consegue evitar um riso sem graça.

Engraçado como pessoas aleatórias tem habilidade em desenvolver qualquer tipo de contato com pessoas aleatórias, falar com alguém que nunca se viu antes, que não se sabe o nome, que não se sabe nada a respeito.São quase campeões.E com menos de dez minutos de papo, o cara já aperta a bunda da moça enquanto a beija, e nosso herói já perdeu a conta de quanto gastou com bebida sem ficar bêbado.Outro cigarro, outra bebida, outro par de carreiras, e outra tentativa.

-Boa noite.
-Dá um cigarro?
-Claro.
-Obrigada.

E vai embora.Ao menos ela sorriu.Que babaca.

Quatro e vinte da manhã, as pessoas estão cansadas.Alguns dormiram, alguns se pegam pelos cantos e alguns cheiraram tanto que não conseguem parar de dançar.Nosso herói observador acende outro cigarro e vai olhar o céu.Nehuma estrela.A alguns metros, um trio de bêbados segurando outro bêbado enquanto vomita.Quanta degradação.

Antes as pessoas pagavam para se divertir, hoje pagam apenas para não sofrer.A música ruim e as pessoas dançando e as bebidas caras e o coração triste e os pulmões podres, nada disso faz sentido.No final das contas nosso herói não tem nada de herói.E deseja com todas as suas forças ter ficado em casa assistindo ao Jô Soares ou vendo o Red Tube em vez de tudo isso.

======================================

"Dizem que estou desfigurado,
e com razão, estou cansado"

Cartola

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Algo muito estranho aconteceu e eu só começo a perceber agora.Me espanto com os lugares que tenho visitado, as coisas que tenho feito e falado, as substâncias que tenho ingerido nos últimos tempos.Tudo isso me leva cada vez mais...não exatamente para mais longe, e sim cada vez mais fundo nesse poço que só fica cada vez mais fundo.

Lembro-me de quando eu chingava na escola sem ao menos saber o que realmente significava alguém tomar no cu ou saber o que diabos era um caralho.Lembro de ouvir determinadas coisas e rir pela sonoridade da palavra, e não por seus significados literais.Era tudo diferente.Toda a minha inocência foi embora e eu sinto muita falta.

Falta de ter 4 anos e jogar bola dentro de casa, de me divertir com coisas simples e pequenas, de dormir abraçado com meus pais.Hoje, é tudo diferente, bem mais solitário, e por diversas vezes, anestesiado por álcool ou qualquer outra coisa que altere o estado de consciência por algumas horas.

Não necessariamente se cresce ao atingir certa idade.Pelo contrário, eu só queria voltar pro início.Andar de mãos dadas com minha mãe, andar na rua do alto dos ombros do meu pai e ver o mundo com o mesmo sorriso (mesmo que sempre fraco ) de outrora.

As crianças todas crescem desejando ser policiais, e médicos e bombeiros e goleiros de futebol (porque o goleiro é o único do time que pode pegar com a mão), e quando crescem, tem uma tremenda decepção.

Os policiais são escrotos e batem nos jovens, os médicos só atendem aos ricos, e os bombeiros ganham mal.Todo sonho tem enorme potencial para ser um ótimo pesadelo.Expectativa é o negócio do diabo.Até mesmo o diabo trabalha.

Uma criança nunca se sente sozinha da mesma forma que um adulto.Há uma diferença abissal entre não ter alguém para brincar e desejar alguém por perto porque tem medo de si mesmo, desejar que alguém ligue para ouvir sua voz, desejar sentir saudades de alguém.

Não tem moral, não tem sentido e também não faz diferença, nem sequer dói mais.Mas incomoda, e muito.É tão vazio e chato que eu não sei nem como continuar, ou melhor, não quero continuar com esse texto, com isso tudo.

Às vezes tomar providências e promover mudanças não é o suficiente, eu sei bem.Eu tento, e como tento.Quem por aí tiver aquentado ler isso até aqui, e tiver a formula da felicidade e do sucesso, favor postar nos comentários.

Grato.

terça-feira, 10 de agosto de 2010



A mais nova companheira aqui de casa.A barriguinha mais gostosa e quentinha, muito soninho, a coisinha mias linda do mundo.Nesse exato momento ela dorme no meu colo.Apesar de seu coraçãozinho bater sem cansar, ela transparece a serenindade de um Bebê.Não consigo parar de sorrir.

Deem uma força, escolham um nome para ela, pessoas.

domingo, 25 de julho de 2010

Todo esse cinza e todo esse choro involuntário; acabei de acordar e me sinto cansado como se não dormisse a uma semana.No fim das contas o problema sempre fui eu.Desde a primeira série quando eu tinha medo das pessoas e chorava na escola e apanhava.Todos dizem que as crianças não mentem.Possivelmente todos sempre estiveram certos, talvez eu realmente tenha merecido todos esses anos sendo assim como sou; errado.

E eu chegava na escola e sentava lá na frente, e as pessoas começavam a gritar, e eu começava a chorar de medo, e começavam a rir de mim, e então começavam a tacar coisas, e em todas as vezes que éramos obrigados a fazer algo em grupo ou dupla, quando eu não saía sujo, saía machucado.Lembro da vez em que correndo de um garoto que queria me bater eu bati no mastro do pátio e desmaiei.Até mesmo a diretora riu.Nas aulas de educação física eu nunca participei, mas nunca deixei de levar boladas, e ocasionalmente pedradas.Aqueles que atirem as primeiras pedras...

Nunca fiz questão de reagir, eu só queria ficar quieto e em paz até a hora de ir embora.Mas alguma hora as coisas começam a mudar de alguma forma.E no auge dos meus nove anos eu me pegava imaginando formas cruéis de acabar com as pessoas que me faziam mal.Quebrar dedo por dedo, e então os joelhos, e então arrancar dente por dente, vértebra por vértebra, socos e chutes, cuspe, pedras, lâminas, cordas, palavras.Dizem que o ambiente molda o caráter do indivído, mas determinadas coisas são inatas.No final das contas eu sempre estava sozinho e pensando na pior forma paradeixar as coisas melhores, ou apenas menos piores.

Me lembro do Edilberto, um menino magrelo e sempre babando, com quem ninguém além de mim falava.As pessoas não gostavam dele porque ele tinha um odor não muito agradável.Nunca foi problema pra mim.E então eu conversava com ele sobre video-games e alienígenas e pornografia e coisas que eu nem gostava ou conhecia.Talvez fosse algum tipo de medo de voltar a ficar sozinho ou seja lá o que for, não importa.De alguma forma o peso sobre meus ombros havia diminuido.

Hoje, dez anos depois, eu continuo sozinho, continuo mal e sem escrupulos, e continuo chorando sem motivo algum.Certas coisas fazem parte de alguém desde que esse alguém nasce.Pode ser mais do que eu mereço, e poderia até ser pior.De qualquer forma eu não pedi por nada disso.Mesmo bebendo uma garrafa de café eu me sinto esgotado, com sono, pesado.Estou cansado de acordar cansado e dormir mais cansado ainda...

Há dias que eu me espanto com minha própria ausência de sentimentos.Hoje não é um desses dias.Não que isso seja algo bom; é algo como desidratar pelos olhos, estar fraco e vulnerável como as cobras quando trocam de pele.Toda essa fragilidade me enoja.Obviamente há pessoas por aí passando fome e morrendo, e doentes e em condições até piores.Não que eu não me importe com elas, pelo contrário, mas acho que só sei escrever sobre mim mesmo.Hoje eu percebo que não sou tão egoísta quanto imaginei que fosse, eu não vou tão longe assim.

Um pouco de alívio seria perfeito, seria mágico.Tirar de mim essa coisa que vem de lugar nenhum e se aloja na caixa toráxica como fumaça e que faz a respiração pesar e soluçar, isso que faz o estômago gelar, isso que não tem nome nem forma.Talvez seja só ilusão, paranóia; não seria nada demais vindo de mim.Estou cansado, minha consciência pesa como uma bola de canhão.E eu nem sei o que fiz.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Trabalho.

Quando não fode com seu corpo, fode com sua mente.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

falta.


Não tenho dinheiro, não sou bonito, não sou inteligente, não tenho uma câmera digital, meu quarto não tem porta, não tenho horário de almoço, não tenho nem meu próprio esqueiro.
E aos pouquinhos a coisa vai ficando cada vez mais chata e cada vez pior.É assim que nascem os suicidas e os caras que compram metralhadoras e descarregam-nas em locais públicos.
Um shopping, uma estação de metrô, aqui dentro...
E ainda tem gente que diz que é impossível ficar de mal humor com um dia ensolarado e de céu azul como o de hoje...
No dia de são nunca, à nunca e meia, quando nevar no Rio de Janeiro e quando as pessoas inúteis e prepotentes aprenderem a dar bom dia, quem sabe alguma coisa não começa a melhorar...
Por enquanto, só aqueles malditos três pontinhos...
...

domingo, 18 de julho de 2010

Algo escroto demais acontece comigo, além do meu corpo, minha alma se deteriora também, e em velocidade cavalar.As coisas parecem como quando há interferência no sinal de tv; embaçadas, sem som.Por mais movimento que haja, continua tudo colorido.De preto e branco.
Aos poucos, todas as emoções começam a parecer bobas; eu não sorrio, eu não choro, eu não acho graça, eu não sinto compaixão.Translúcido como um cubo de gelo.Nada mais parece ser especial, especialmente as coisas que um dia já foram especiais pra mim.Redundâncias também não são especiais, deixe-as em paz.Pseudo poetas também merecem liberdade.Nem que seja liberdade para escrever como quiserem.
Apatia é a melhor palavra, seria mais útil que todos esses parágrafos.Não é nojo, não é preocupação ou falta da mesma, é apenas nada.Deixemos o nada existir e crescer como as crianças.E pode não ser a criança mais bonita, mas merece amor de mãe.
E aos poucos apodrece.Talvez o único consolo seja o fato de não ter forma ou odor algum.O tempo passa, e passa, e a única constatação é que o tempo passou; continua tudo igual em sua essência.Quando você percebe que o problema é com você, também percebe que não deu sequer o primeiro passo.
Primeiro passo para quê, para onde?Cada vez mais as coisas fazem menos sentido, e cada vez mais dói menos.Eu poderia assistir tv até morrer, eu poderia andar até cair de cansaço, e também poderia amar com a intensidade de um poeta de verdade até que meu coração explodisse, não faria diferença.
Sem sonhos, sem planos, sem esperanças e sem escrúpulos; você não deixa de ser realista quando cria sua própria realidade.A única coisa que eu espero é que não demore muito, seja lá o que for.De uns tempos pra cá, eu só gasto meu tempo tentando gastar meu tempo.Não faz a menor falta, não faz a menor diferença.

sexta-feira, 16 de julho de 2010


Os olhinhos de coruja mais lindos do mundo vindo em minha direção como se sorrissem pra mim, e aquele ronronar, barulhinho de gato feliz no meu colo...mais saudade do que qualquer outra coisa.

A umas duas semanas eu ganhei uma filhote de gato, e hoje é a segunda noite que ela passa fora, devido a operação para esterilização.Em tão pouco tempo, eu me apeguei tanto à gatinha, e a falta dela me desespera e me entristece como se eu tivesse perdido algum ente querido.E eu me assusto comigo mesmo, com a minha carência e com meus ataques de choro e acessos de raiva.

Talvez seja essa a reação de quem nunca teve nada; quando recebe uma dádiva, algo tão divino, não quer dividir, não quer se separar, tem medo de perder.Tudo que eu queria por agora é a coisinha mais linda do mundo tentando pegar meus cadarços enquanto eu tento amarrar o tênis ou vê-la numa odisséia através da casa tentando pegar um simples mosquito.

Faz falta pra caralho, me faz chorar, me tira o sono, desperta minha úlcera.Eu sei que tenho sérios problemas, mas agora nada disso faz diferença.Só queria minha Lola por aqui.

=[

domingo, 11 de julho de 2010

Você acorda com o telefone tocando e é seu patrão gritando, perguntando porque você não foi trabalhar.Gosto amargo na boca e você não se lembra de metade das coisas que fez e disse na noite passada.Respira como se seus pulmões pesassem 20 quilos cada, e ao mijar, pensa como seria bom pôr pra fora com tanta facilidade toda a dor, fumaça e todas as substâncias químicas e tricíclicas ingeridas nos últimos anos.Uma limpeza no lado de dentro seria bem interessante, mas não ajuda nada quando é impossível ficar mais que três dias sem fumar.

As pessoas se decepcionam, te chamam de irresponsável, seu salário virá menor devido aos atrasos e faltas, e parando pra pensar, todos eles tem razão; você é um imbecil.A quantos dias não faz uma refeição normal?Biscoitos, pastéis de procedência duvidosa, e litros de café, seu corpo começa a demonstrar os sinais de agressão a própria saúde; a pele oleosa, as dores de cabeça, as tonturas, os quase-desmaios, a falta de ar, a grande perda de peso e um cansaço que não desaparece nem dormindo quase dois dias.Ninguém chega muito longe desse jeito.

Não faz o menor sentido se auto-destruir sem sentido, definitivamente não é uma forma de se libertar de si mesmo, pelo contrário.Algo está errado, você é tão egoísta que não consegue se doar pra ninguém, não consegue trabalhar direito, sempre pensando apenas em não se machucar, mas machucando todos em volta.O presente pré-define o futuro.Será tão pior quanto puder ser.Onde você se vê daqui a dez anos?Você não se vê.

Esse é você.E esse sou eu.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

Poema sem nome de mulher

Lealdade de um cão
Sorriso de comerciais
Cheiro de perfume
Coração de pedra

Quando abre o coração, abre as pernas também
Tão diferente que chega a ser igual a sempre
Não conta pra ninguém que não conta pra ninguém
O monstro no armário é nada mais que um amante

Preparar,
Apontar,
Errar.

Luzes,
Câmera,
Inércia.

Bota tudo a perder, como se tivesse algo a perder
É isso que dá quando se une o inútil ao desagradável
Enfim descobre quão longe consegue ir
Quando decide voltar na metade do caminho

Perdão pela sujeira
Perdão por não perdoar
Perdão por pedir perdão
Tudo mentira

quarta-feira, 30 de junho de 2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Defina seu status aqui.

Um belo dia acorda e percebe que tem um coração do tamanho das amídalas.
Perde a métrica porque percebe que cabe numa caixa de fósforos.
Como uma Fofolete.
Mas nada fofo.
Sente-se uns dez anos mais velho e uns mil anos mais morto.
Aonde estão seus amigos quando você mais precisa deles?
Boquete, banheiro público.
Não tinha escrúpulos.
Agora não tem nem mais vergonha.
Sente saudades do tempo em que reclamava de ir pra escola.
Hoje reclama de ir pro trabalho.
E não pode faltar.
Uma lista de todos os livros que ainda não leu,
de filmes que ainda não assistiu,
de lugares que ainda não foi.
Drogas e bebidas que não fazem efeito,
Como se fosse de pedra, na verdade não passa de uma bonequinha.
Tudo errado.
Tudo certo então.
Pessoas que você não convida, e só não expulsa,
pra não se sentirem como você sempre se sentiu.
Um punhado de dúvidas, falta do que fazer,
Tempo perdido, tempo o cupado, tempo passando.
E no final de tudo, uma provável única certeza.
Drama barato é como bebida forte,
Não importa o preço se embebeda.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A algum tempo eu venho percebendo gradativamente que não sou mais o mesmo.E isso está longe de ser algo bom.Meus pensamentos e vontades são enforcados e sufocados, minha pele está um lixo (não que antes fosse algo muito melhor que isso), eu me sinto velho e cansado mesmo quando descanso um dia inteiro, não tenho mais tempo e agora sobrevivo de pastéis de frango e refrescos de maracujá, e agora que finalmente me canso e sinto sono, não consigoo dormir.Eu nem sequer escrevo mais.
Ter um emprego me parece algo como alugar minha alma, ser privado de ser eu mesmo e de viver minha vida em troca de uma pequena quantia de dinheiro.Eu sempre disse que venderia minha alma, mas não imaginei que fosse fazer tanta falta assim...Acordar para ir trabalhar, dormir para ir trabalhar...e trabalhar.Talvez seja de grande valia comprar uma metralhadora com meu próximo salário.

Me sinto cansado, doente, física e mentalmente.Pessoas intransigentes são piores que tênis furado em dia de chuva.Uma arma na cara e eu não tenho mais nem meus documentos.Depois de ter uma arma a um palmo da cara você começa a dar valor à vida.E por hora, tudo que eu desejo é viver.E se eu tivesse tempo e motivos, eu realmente viveria e sorriria com todos os meus 32 dentes amarelados de nicotina.

Medo, trauma, tédio e cansasso andam de mãos dadas, como se fizessem parte da mesma gangue e se minha sanidade e integridade física e mental fossem pedágio para poder ir a qualquer lugar.E no entanto eu não vou à lugar algum.Estou cansado.Eu me rendo.Não, hoje não.

Apesar de passar oito horas do meu dia cercado de pessoas, continuo me sentindo cada vez mais só.Eu, que sempre fui uno comigo mesmo, que nunca tive companhia e nunca precisei de ninguém me sinto a pessoa mais só do mundo.Estou carente e triste como aqueles cornos de novela mexicana e das músicas do Amado Batista .Um abraço e um pouco de calor me fariam alguém feliz por alguns minutos.

Mas nunca é o suficiente.Talvez esse seja o sentido da vida.Conquistar para perceber que tal conquista é nada a não ser um passo para descobrir que há terrenos, objetos, almas e sentimentos maiores e melhores para se conquistar.Nunca é bastante para ninguém.Até que então percebemo-nos velhos e impotentes perante nós mesmos e tudo que resta é olhar para o passado.Eu não quero isso pra mim.

É mais do que eu posso suportar, mais do que eu posso oferecer, mais do que eu quero e mais do que eu mereço.Tem gente que não nasce pra viver.Acho que me enquadro nesse grupo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ctrl + C, Ctrl + V

"O mundo não vai acabar em guerra, aquecimento global ou coisa do tipo. O mundo vai acabar em chatice mesmo."

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Era uma vez uma esfera que comporta um conjunto de arquipélagos que comportam lindas formas de vida e grandes e indizíveis belezas naturais, e em sua grande minoria seres porcos com cérebros sofisticados capazes de pensar além de qualquer outro organismo vivo, que decidem o futuro do mesmo conjunto de arquipélagos gananciosa, porca e inconsequentemente.Eis o mundo como é hoje.Não que em algum dia já tenha sido de outra forma...

Depois de toda a merda que foi feita no Golfo do méxico no mês passado, os novos problemas talvez já não apareçam tanto na televisão como apareciam na semana do desastre.Talvez a morte do Gary Coleman seja mais importante para meio mundo.E a monstruosidade aliada à ganância não para por aí.Está sendo cogitado que deixe de ser feito o trabalho do greenpeace e da WWF de limpar os passaros embebidos em óleo pelo simples fato de que a possível taxa de sobrevivência deles caia para 1%.Primeiro fazem a merda e depois viram as costas.Imagino que mesmo que a chance de sobrevivência de milhares de pássaros seja diminuída em 99%, o mínimo que pode ser feito por eles é deixá-los ao menos morrerem em paz, ou viverem enquanto for possível.

Além dos milhões de peixes, toda a fauna e flora marinha e milhares de pássaros se fodem, os pescadores se fodem, as famílias dos pescadores se fodem, e como dominós enfileirados caindo, todos se fodem sucessivamente.Ninguém ganha, a não ser as empresas que encontram formas de lucrar até mesmo (ou principalmente) com a destruição.

As coisas aparentemente começam a retroceder, a "devoluir".Nos séculos anteriores os grandes homens, em especial os de negócio, procuravam lucrar com o progresso, e toda a inventividade e força gerada por eletricidade ou pura vontade e amor a causa era voltada ao crescimento, era como se cuidassem de uma pequena muda, aguardando seu desabrochar e fazendo de tudo para que o mesmo fosse o mais belo possível.

E então, como se repentinamente não houvesse mais para onde ir, decide-se lucrar com toda a dor e desordem que possa ser causada.Em vez de novas vacinas, cria-se mísseis que voem mais longe e destruam mais, o caos, a intimidação e a desordem são as novas e mais lucrativas formas de trabalho atualmente.

Tudo tem preço, e barganha-se não somente vidas humanas, mas todo o planeta.Linhas imaginárias delimitam territórios pertencentes a ninguém, quem paga mais leva, quem tem mais sofre menos, e para ter mais, tira-se de quem já tem pouco.Afirmação mais que correta.Tudo tem um preço.E o preço que pagaremos pagaremos em troco de toda essa ganância é o mais alto que se pode barganhar; a vida.

domingo, 6 de junho de 2010

Uma pausa pra fumar um cigarro na porta do trabalho, e quando menos espero, eu tenho um dos momentos para entrarem na lista de momentos inesquecíveis da minha vida.Passa a menina mais linda que eu já vi, e minha surpresa é equivalente à minha decepção e satisfação respectivamente.Ela não deve ter mais que sete ou oito anos, mas tem os olhos verdes mais lindos que eu já furaram os meus.E um rosto tão lindo, tão puro...mãos tão pequenas e um olhar despreocupado...ela sorriu pra mim.Ela que assim como todas as outras mulheres, um dia foram meninas.Ela, que como todas as outras, quando crescer irá despedaçar o coração de algum idiota que escreve coisas idiotas sobre mulheres indizíveis.
E eu só consigo pensar no "não é o que parece".Algo tão lindo e inocente, que breve tornar-se-á um monstro por assim dizer.As mulheres bonitas não tem piedade.As mulheres bonitas não tem coração.E muitas vezes não tem cérebro também, mas dessa vez isso não vem ao caso.O fato é que algo completamente absurdo aconteceu.De certa forma, eu inocentemente me apaixonei pela beleza e inocência de uma criança que eu nunca mais verei.Não sei se apenas por ser uma criança ou se por sua beleza, o fato, é que as mulheres todas, em especial as mulheres bonitas, nos hipnotizam para então atacar e destruir nossos pobres corações.No final das contas, que seria do mundo sem as mulheres bonitas e nós rapazes bobos e feios sem algo útil para fazer?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dissecando Nero

Amantes, monstros, homens e mulheres dançando com a marca da besta em suas testas.No último sábado a Maldita, minha banda favorita, disponibilizou seu terceiro e mais novo album para download.Depois de dois longos anos de espera, ergue-se Nero, o imperador mais odiado, filho daquela piranha! Produzido por Stanley Soares(Sepultura) e a banda, o cd é um banquete sonoro.

O terceiro album foi inspirado no imperador Nero, que comeu e executou sua própria mãe e ateou fogo em Roma, entre outros fetiches e costumes doentios.Masturbação sonora, gozo musical.Não tenho palavras melhores para descrever o som da Maldita.Enfim uma grande lacuna foi preenchida, estou horrívelmente satisfeito, e recomendo PRA CARALHO a banda e em especial o novo cd.fikdik.

Com letras que tratam de satisfação, sangue, da psique humana e seus lados e bordas mais escuros e muita putaria, os dois albuns anteriores da banda passam por várias vertentes do rock contemporâneo, com momentos de ambient music, dark wave, goth rock, música eletrônica e em sua grande maioria, metal industrial, mas Nero se supera, com pitadas de Thrash Metal, complexas melodias e harmonias vocais, instrumentos de sopro, um belo trabalho no teclado e nas programações e com passagens cheias de groove como em Apocalipse Indígena, um dos destaques do album na minha opinião.

Nero mostra uma banda madura, focada e cheia de pegada, que sabe o que quer e nos mostra com maestria.Ainda preciso digerir o album por completo, o que geralmente demora semanas, mas por hora minhas favoritas são Translúcido, Crepúsculo, Apocalipse Indígena e Sinfonia(Para Gólgota).Dentre muito peso(especial e principalmente nas passagens mais leves), angústia e sujeira, jaz um album escencialmente humano, paradoxalmente perfeito.

Nos próximos meses a banda entrará em turnê por todo o país com datas ainda a confirmar, então, não perca por nada!!! Para encomendar a versão promo do cd, envie um e-mail para vendas@bandamaldita.com.br .Abaixo seguem os links relacionados.


Download do cd :
http://malditanero.4shared.com

=================================

:: myspace.com/bandamaldita ::
:: bandamaldita.com.br ::
:: Twitter.com/bandamaldita ::
:: Youtube.com/bandamaldita ::
:: Myspace.com/bandamaldita ::
:: Fotolog.com/banda_maldita ::
:: Flickr.com/bandamaldita ::

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Banquete

Falo de mim porque não tem alguém aqui
Onde singular não é adjetivo
Ele sou eu na terceira pessoa

O fim não tem fim,
Não tem começo,
Não tem nada

Se ao menos dormisse, talvez sonhasse
Insônia é pior que nariz entopido
O semáforo pra mim não vai abrir tão cedo

Tempero a comida com comprimidos
Um banquete apodrecido
Carne podre, pedaços de você

Paz de Cristo
Um monte de merda
Bom apetite

quarta-feira, 12 de maio de 2010




E olha que nem é um mal conselho...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Quem levanta qualquer tipo de bandeira deveria ter os braços amputados.Prometer algo que sabe que é impossível se consumar e lutar por algo que não faz sentido (e o que faz sentido?); é como uma arte assistir as coisas ruírem devagar e então quando o tudo está prestes a desmoronar, afastar-se o mais rápido possível.

Não se deve confiar em alguém que entrega seu coração, e principalmente, não se deve confiar em alguém que tenha um.Por mais sinceras que sejam promessas ou palavras, não passa tudo de babaquice, apenas os presidiários realmente vão até o fim (e justamente por isso são presidiários).Confiar em si próprio já é mais que o suficiente, às vezes (e principalmente) você mesmo se decepciona, basta beber do próprio veneno. 

Desencanto é a palavra, basta a força da gravidade e já se tem tudo para ficar no chão, e no melhor dos sentidos, quanto mais próximo do solo, melhor.Enquanto se pensa em não perder mais tempo já se perde muito tempo, não tem volta mas não vai à lugar algum, e mais uma vez, não precisa fazer tanto sentido, porque não faz a menor diferença.

Há uma grande vantagem em não esperar nada de ninguém; quando a merda bate no ventilador, você de certa forma já sabia que seria dessa forma, e técnicamente já está preparado para os próximos "procedimentos".Fácil demais, definitivamente, não há motivos para ter um coração.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Nos últimos tempos, a cada três dias, eu permaneço acordado por dois e durmo durante metade de um.Lá se vai minha madrugada.Pior que não dormir é não conseguir ficar acordado.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Meia garrafa de cachaça, nenhuma classe, um fedor de álcool e cigarros do caralho e apesar da tontura, incrívelmente sóbrio, sai costurando quarteirões, sem um destino certo, contanto que demore o máximo possível para chegar em casa.Tudo errado.Mesmo sem saber como seria se estivesse ou fosse certo.Pensa que inverno é quente como o verão nessa cidade.Que morram os casais e que morram todos.Dessa vez não aguenta sequer a própria companhia.

Importância é algo definitivamente relativo, e nesse caso, nada ou ninguém tem a menor importância.Como se tudo não passasse de um simples jogo de cartas, procura as melhores formas de chegar ao fim ganhando quanto puder, mesmo sendo um zero à esquerda nessa ou em qualquer outra arte ou ofício.O que irão pensar quando chegar em casa?Que baita decepção.

Sente como se estivesse pendurado pelas bolas, sem movimento, sem escolha, sem rumo, e tanto faz.O velho jeito brasileiro, empurrar com a barriga, deixar estar...deveras simples, e deveras inútil.Não tem pra onde ir e por isso não vai à lugar algum.Lacunas enormes precisam ser preenchidas.Antes que alguém faça alguma besteira.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Mais açúcar que café, mais dois dias sem dormir.Dor nos músculos, como se meia maratona e alguns rounds levando porrada não fossem o suficiente.Sem cigarro, as coisas funcionam que uma beleza.Uma baita de uma ereção, eu ainda não morri.Eu só preciso de colo e um pouco de carinho, algum lugar para me deitar e dormir despreocupado como um cachorro idoso.Não faz o menor sentido porque não faz a menor diferença, ou vice-versa, tanto faz, foda-se.Por dentro, assemelha-se aos dias de chuva, quando a conexão banda-larga começa a falhar e cair.As analogias mais inúteis e mais café.É incrível o quão baixo se consegue chegar quando a solidão consome todo o seu tempo e todo o seu pensamento.E acima de tudo, fica um sentimento com gosto de limão, de que toda a caravana continuou andando e de que você ficou pra trás.Não é nada legal.E eu ó preciso de algumas horas de sono.Ou não.

===================================

"Dentro da minha loucura
Tempo perdido
Tanto tempo perdido
Você é tão insensível"

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Eu poderia falar merda o suficiente para encher uns seis ou sete banheiros públicos, mas às vezes, é até melhor ficar calado...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Não importa, é tudo relativo
Tanto faz se é morto ou vivo
Por dentro é um pouco mais quente
O que já é melhor que menos frio

Um beijo com gosto de sabão, abraço sem calor,
Um monte de mentiras, estupro
E uma lista de pessoas que seriam melhores mortas

Com um amor tão grande que cabe em um caixão
Talvez o mais fácil seja te enterrar no jardim
Tão divertido quanto moscas em volta da merda
É o dano inflingido por você em mim

Eu tenho meu coração, e é tão irritante,
Eu tenho meu sangue e é tudo que eu preciso,
Só dói quando respira, não é tão mal assim
Não tem nenhum começo, que ao menos tenha fim

Nos piores dias eu aprendo alguma coisa
Nos melhores, eu não me machuco, 
E eu chego à grande conclusão
De que as vezes prefiro meu coração